Espetáculos

Cena Expandida

Proposta Expandida que engloba uma oficina de teatro para experimentação cênica; ação de mediação para espetáculo com audiodescrição e um pensamento giratório. Ramificação tramada em diálogo com a pesquisa de doutoramento de Andreza Nóbrega, que investiga os processos estéticos e de mediação envolvendo a audiodescrição no teatro. A audiodescrição, vista como ponte que possibilita o acesso aos elementos visuais do espetáculo, ou ainda, como travessia, como ação rizomática, uma evocação para transitar e experimentar universos outros, no campo do fazer e do fruir a arte.

Gênero: Cena Expandida
Classificação: A partir de 18 anos

Grupo

ANDREZA NÓBREGA/VOUVER ACESSIBILIDADE

Recife (PE) / Florianópolis (SC)

Andreza Nóbrega é atriz, audiodescritora e professora de teatro, doutoranda em Teatro (UDESC), mestre em educação inclusiva (UFPE), especialista em audiodescrição pela UFJF e arte-educadora graduada em Artes Cênicas (UFPE). Atua no ramo da acessibilidade desde 2010, é sócia fundadora e coordenadora de projetos da VouVer Acessibilidade que desenvolve serviços de acessibilidade. É idealizadora do Encontro de Acessibilidade Comunicacional em Pernambuco, do Experiri Lab de Artista, do Cine Às Escuras: Mostra Erótica de Cinema Acessível e do Cineclube VouVer Filmes.

 

Ficha Técnica

Andreza Nóbrega: pesquisadora, professora, atriz e audiodescritora
Produção: VouVer Acessibilidade
Danielle França: audiodescritora
Milton Carvalho: consultor

 

 

Pensamento Giratório

AudiodescriçãoLAB e acessos nas Artes Cênicas. Ser artista? Ser espectador? Eis uma das questões

A acessibilidade é um conceito amplo e que nos convoca a pensarmos sobre a diversidade, a potencialidade criativa e transgressora desse universo nas artes cênicas. Ser artista? Ser espectador: quais outras questões emergem deste contexto? Propomos refletir sobre algumas estratégias de acessibilidade realizadas em cena e para a cena dialogando com a realidade local das pessoas com e sem deficiência, bem como buscar mapear os profissionais da audiodescrição e os coletivos artísticos que trabalham numa perspectiva inclusiva.

Oficina

AudiodescriçãoLAB Experimentação cênica


A oficina propõe uma travessia pela linguagem teatral através do intercâmbio entre o universo vidente e não vidente, no qual serão experimentados procedimentos envolvendo a audiodescrição, alguns jogos dos sentidos, e vivências a partir do estímulo dos quatros elementos (ar, fogo, água e terra), todos esses, compreendidos como fontes poéticas para as experimentações cênicas. Partindo do princípio que a experiência do fazer teatral amplia as possibilidades de fruição de um espetáculo teatral com audiodescrição, a oficina propõe contribuir, também, com o fomento de laboratórios colaborativos para experimentações artísticas tendo a audiodescrição e a multissensorialidade como matriz criativa e estética.
EMENTA: Exploração dos sentidos na escrita poética do corpo e da cena. Estudo da audiodescrição como matriz criativa e estética. Experimentações teatrais.
METODOLOGIA: Exposição dialogada dos conteúdos através de vivências práticas. Roda de conversas. Laboratório de experimentação cênica.

Público-alvo: pessoas com e sem deficiência visual com desejo para experimentarem práticas teatrais em diálogo com a audiodescrição
Carga horária: 12 horas
Ministrante: Andreza Nóbrega
Consultor: Milton Carvalho
Número máximo de participantes: 20
Classificação etária: maiores de 18 anos

Oficina

Mediação AudiodescriçãoLAB


A audiodescrição, enquanto recurso de acessibilidade para fruição do espetáculo, é inserida preferencialmente nos intervalos silenciosos da cena. Cabendo ao audiodescritor eleger os aspectos visuais mais relevantes da obra no momento da narração do espetáculo. Um grande desafio, dada a potência visual do espetáculo num curto espaço de tempo. Diante da necessidade de pensar estratégias, pontes para acessar com mais amplitude o universo poético e visual da obra, propomos uma ação de mediação com as pessoas espectadoras da audiodescrição, minutos antes de o espetáculo começar. A mediação se inspira nos elementos estéticos da obra, na sensorialidade e na descrição como um possível despertar de ações/movimentos que podem ser experimentados no próprio corpo.

Público-alvo: pessoas que assistirão ao espetáculo com audiodescrição
Local de realização: atividade realizada nas proximidades do teatro, uma hora antes do espetáculo