Espetáculos

Sinopse

Aquelas remonta à história de Maria de Bil, santa popular da cidade de Várzea Alegre (CE). Assassinada em 1926 pelo seu “companheiro”, transformada em mártir, até hoje é ícone de devoção do povo da região. No espetáculo, que mistura a história da santa com pessoalidades das intérpretes, o público é convidado a participar do preparo de um indigesto jantar envolvendo facas, carne, sangue e outros elementos, oferecidos à mesa com os corpos das próprias atrizes/performers. Uma encenação delicada e cruel que apresenta, por meio de quadros performativos, um caleidoscópio das diversas formas de violência de uma sociedade machista. Bom apetite!

Gênero: adulto
Classificação: 14 anos
Duração: 50 minutos

Grupo

MANADA TEATRO

Crato e Fortaleza (CE)

Artistas de Fortaleza e do Cariri com trajetórias de mais de vinte anos de teatro e motivados pelo desejo de se reencontrar, de se juntar enquanto criadores, reuniram-se para formar o Manada Teatro, em 2016. O grupo vive seus processos criativos entre as duas regiões do Ceará. Forte, pungente, atravessando a geografia espacial e humana do fazer teatro, essa Manada segue em uma estética que beira o risco. É um teatro que se faz no encontro, no agora. Um teatro urgente!

Ficha Técnica

Intérpretes: Juliana Veras e Monique Cardoso
Direção: Murillo Ramos
Textos: Juliana Veras, Monique Cardoso, Murillo Ramos, Rafael Barbosa e Ricardo Guilherme
Colaborador-provocador: Ricardo Guilherme
Direção musical: Juliana Veras
Músicas: Juliana Veras, Jonathan Silva, Monique Cardoso, Murillo Ramos e Rafael Barbosa
Direção de produção: Monique Cardoso
Cenário: Klebson Alberto e Lara Leon (Focarte – Design de Ideias)
Iluminação: Wallace Rios
Operação de luz: Luís Albuquerque e Wallace Rios
Edição de vídeo: Igor Cândido
Produção: Ato Marketing Cultural
Realização: Manada Teatro

 

Pensamento Giratório

Através das histórias de algumas das santas populares do Cariri, propomos uma discussão para além da religiosidade popular, mas, sobretudo, reflexões sobre temas como o machismo, a misoginia, a cultura do patriarcado, a naturalização das pequenas violências, o papel das mulheres no cristianismo, a comercialização da fé em torno dessas santas/mulheres, entre outros temas relevantes e urgentes.

Oficina

Te escrevo nossos corpos – Trânsito e corpos sensíveis


A oficina/performance tem como objetivo a criação de uma teia de conflitos e provocações, por meio de exercícios sugestionados e cartas coletivas enviadas de uma turma (cidade) para outra, buscando montar um mapa de opressões e urgências que aparentemente são de caráter local mas se universalizam em sua gênese.

Público-alvo: artistas e estudantes de teatro
Carga horária: 4 / 6 / 8 horas
Ministrante: Murillo Ramos
Número máximo de participantes: 20 pessoas

Carga horária: 12 horas / Ministrante: Leonardo França / Número máximo de participantes: 20