Espetáculos

Sinopse

Este espetáculo de dança, que abrange o passinho do funk, a dancinha* e a dança teatro, investiga os entrelaçamentos entre os significados da noção de criação. Criar um espetáculo, criar uma técnica nova como o passinho (que pode ser considerado o primeiro estilo brasileiro de dança urbana), criar filhos. A criação de todos nós, que viemos do ato sexual, tão próximo da dança. A dança da favela, das vidas na corda bamba – tão arriscadas que cada instante é valorizado. O desejo insiste e cria a dança que está na vanguarda do mundo: o grupo esteve nos últimos quatro anos rodando a Europa com seu trabalho vibrante.

Gênero: dança
Classificação: 14 anos
Duração: 50 minutos

Grupo

CIA. SUAVE / ALICE RIPOLL

Rio de Janeiro (RJ)

O grupo teve início com a criação do espetáculo Suave, que uniu o passinho do funk à dança contemporânea. O trabalho foi criado em 2014, a partir projeto "Entrando na Dança", no qual dez jovens do Complexo do Alemão (RJ) foram selecionados para uma residência artística com a coreógrafa Alice Ripoll. A princípio com uma proposta de cunho formativo, o grupo mostrou um resultado tão surpreendente que o espetáculo estreou no Festival Panorama e já se apresentou em festivais e teatros da França, Alemanha, Suíça, Holanda e Suécia.  

 

 

Ficha Técnica

Direção: Alice Ripoll
Interpretação: Tiobil Dançarino Brabo, Kinho JP, VN Dançarino Brabo, Nyandra Fernandes, May Eassy, Rômulo Galvão, Sanderson BDD, Thamires
Candida, GB Dançarino Brabo, Ronald Sheik
Assistência de direção e operação de som: Alan Ferreira
Produção: Rafael Fernandes
Iluminação: Andréa Capella
Figurino: Raquel Theo
Direção musical de funk: DJ Pop Andrade
Design gráfico: Caick Carvalho
Fotos e vídeo: Renato Mangolin
Apoio: Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro

 

 

Pensamento Giratório

Como foi a criação do espetáculo Cria? O que o passinho do funk e a dancinha tem a acrescentar para a dança contemporânea e vice versa? No âmbito pessoal, entrar em contato com a dança contemporânea modifica em que sentido a prática do passinho? Quais os desafios que os integrantes enfrentam para permanecer no mercado da dança? Como foi e como é a experiência de viajar para outros países com o espetáculo? Os dançarinos da Cia. Suave colocarão em debate diversos assuntos que envolvem a criação do espetáculo Cria e a própria existência da Cia. Suave.

Oficina

Oficina – ferramentas de aproximação


Através do movimento construímos ferramentas de aproximação, semelhanças estéticas e afetivas para além de recortes sociais estabelecidos. Utilizamos a liberdade da "dancinha", improvisações de grupo, criações coletivas, para construir um laboratório de pesquisa de linguagem e de descobertas.

Público-alvo: nossa sugestão é um grupo plural composto de aproximadamente 6 profissionais ou estudantes de dança, 6 participantes de outros segmentos artísticos, e 6 participantes pertencentes a um grupo que necessite de alguma assistência social, considerado à margem dos padrões de “normalidade” por razões sociais, físicas, etc. Caso não seja possível uma composição como esta, é importante que a Cia. Suave tenha acesso ao perfil do grupo com uma semana de antecedência.
Carga horária: 3 horas
Ministrante: Cia. Suave
Número máximo de participantes: até 20 pessoas

Oficina

Intercâmbio – ritual, incorporação e desafio. Elementos da batalha na construção da liberdade artística


Troca entre a Cia. Suave e um grupo local. Criação de um campo comum, no qual as diferentes linguagens convivam e se misturem. O intercâmbio culmina com a pesquisa, desconstrução e reconstrução da noção de “batalha”* da dança urbana; e com a investigação de desdobramentos desta ferramenta na cena contemporânea.
Público-alvo: grupo de dança profissional local
Carga horária: 8 horas
Ministrante: Cia. Suave
Número máximo de participantes: 20