Espetáculos

Cena Expandida

Femi-Clown Cabaré-Show

Esta proposta é uma ação multiplicadora de saberes em circo-teatro, que se dá a partir do encontro e das partilhas entre mulheres palhaças e suas criações. É o levante da força, da fúria e da graça das palhaças, num picadeiro feminista e sob a lona dos afetos. Artistas de circo, da poesia, das culturas populares e de rua das cidades são convidados a um encontro com o trio de palhaças do Cabaré* das Rachas para esta empreitada político-afetiva do humor e da palhaçaria de mulher. A missão: refletir, escutar, falar e tratar do empoderamento feminino na cena e das etapas de criação de um cabaré de variedades, com linha dramatúrgica coletiva e feminista. Estruturada com a condução do trio Cabaré das Rachas, essa ação resultará no espetáculo que inclui números autorais das artistas locais convidadas, além de números coletivos inéditos.

Gênero: circo
Classificação: 18 anos

Grupo

CABARÉ DAS RACHAS

Brasília (DF)

O trio de palhaças que passou a se identificar como Cabaré das Rachas atua coletivamente, desde 2008, no projeto de Circo Social Doutoras Música e Riso, no projeto Risadinha – Uma ação pelo Riso e pela Saúde – e seguiu em encontros outros, como nos espetáculos da Cia. Colapso, contemplada com o Prêmio  Funarte Carequinha de Criação de Números Circenses. Parceiras de lida na palhaçaria e na vida.

 

Ficha Técnica

Direção artístico-pedagógica: Ana Flavia Garcia
Assistência de direção: Elisa Carneiro
Registro: Ana Luiza Bellacosta
Provocadoras em palhaçaria: Ana Flavia Garcia, Ana Luiza Bellacosta e Elisa Carneiro
Coordenação de produção: Juliana Cury

 

Pensamento Giratório

As éticas possíveis na construção cômica

Vamos trazer uma reflexão que permeou todo o processo de criação do Femi-Clown Cabaré-Show e que consideramos de extrema relevância para as linguagens do humor, para o público e para a sociedade como um todo. Faz-se necessária uma atualização do sistema de valores éticos da sociedade ocidental contemporânea. Quais são as éticas possíveis na construção cômica, dada a bem-vinda primavera dos movimentos sociais e suas pautas relativas ao preconceito social estrutural? Qual o posicionamento do humor e sua liberdade crítica? Onde termina o direito à livre expressão cômica para que se inicie o respeito a todo e qualquer tipo de diversidade, seja ela de classe, de gênero, étnica, capacitista, dentre outras que foram alvos históricos das piadas preconceituosas e depreciativas? O que é engraçado e por quê? O que é ofensivo e por quê? Apresentamos estas provocações para um debate público com os artistas locais, gestores de espaços culturais, educadores e público em geral.