Espetáculos

Cena Expandida

Concebido como programa de mediação experimental, Performance preta no Brasil pretende visibilizar a produção negra no campo da performance a partir de laboratórios de criação, escutas, pesquisa de campo e intercâmbio com pesquisadores e realizadores negros. Esse processo é realizado no período de 5 a 7 dias com residência dos artistas nas cidades por onde passarem. O objetivo é pensar o colonial e seu desmantelamento através das discussões sobre raça/cor, perpassadas pelas questões de gênero e pelas memórias negras que engendram modos de ser/estar diferentes do modelo ocidental colonial. A ação interseciona processos de formação em performance, audiovisual e intervenção urbana.

Gênero: pesquisa e ação formativa
Classificação: 14 anos

 

Grupo

SARAELTON PANAMBY E DINHO ARAUJO

São Luís (MA)

SaraElton Panamby é performer e pesquisadora, bacharel em Performance (PUC-SP) e doutora em Artes pela UERJ. Em sua produção, trabalha com limites psicofísicos por meio de práticas de modificação corporal e rituais revisitados, além da criação de personas por processos de colagem. Dinho Araujo é artista visual, antropólogo e produtor independente. Realiza experimentos com vídeo e fotografia expandida, transitando entre intervenção urbana, projeção audiovisual e fotografia lambe-lambe. É pesquisador nas áreas de raça, gênero, africanidade e arte contemporânea.

 

Ficha Técnica

Concepção e elaboração de projeto: SaraElton Panamby e Dinho Araujo.
Artistas/mediadores/pesquisadores/oficineiros: SaraElton Panamby e Dinho Araújo

 

 

Pensamento Giratório

A Conversa “Performance, negritude(s) e imagem – Reflexões decoloniais” pretende discutir a representação do corpo negro na história da arte e, em contraponto, o campo da performance negra e suas implicações políticas.

Oficina

Performance preta

Oficina voltada para a exploração da linguagem da performance como lugar possível de evocação de falas silenciadas. Visa ao resgate do pensar com o corpo todo, inerente às culturas negras, de povos originários, silenciadas pelo processo de colonização. Através do movimento, reabitar o corpo e despertar frequências adormecidas.

Público-alvo: adultos e jovens, com ou sem experiência em performance, assegurando-se a participação de pessoas negras e indígenas
Carga horária: 12 horas/ 4 dias
Ministrante: SaraElton Panamby
Número máximo de participantes: 12 a 15

 

Oficina

Escurescência: oficina de audiovisual


O intuito da oficina é pensar movimentos de apropriação e reapropriação de dispositivos técnicos no campo da fotografia e do audiovisual, de modo a colocar o sujeito negro como autor e produtor de suas próprias imagens. Recorrendo ao pensamento colaborativo, a oficina busca fraturar lógicas eurocêntricas e coloniais na representação do corpo negro.

Público-alvo: oficina voltada para a comunidade e artistas, enfatizando a participação de pessoas negras e indígenas
Carga horária: 12 horas / 3 dias
Ministrante: Dinho Araujo
Número máximo de participantes: 12 a 15