Espetáculos

Sinopse

Este espetáculo trata de um corpo aprisionado por um sentido político que desfavorece um terço da imensa população brasileira. Não é a questão de permanecer e pertencer àquele lugar, e sim de ser tratado como apenas um mero corpo. Um corpo construído como um dispêndio de energia muscular, em meio a ruas, avenidas, becos, vielas, subidas, descidas, em uma cidade desigual. Ambientes em que um dos maiores desafios do ser humano é sustentar-se perante o seu próprio corpo.

Gênero: dança
Classificação: 12 anos
Duração: 35 minutos

Grupo

JESSÉ BATISTA

Maceió (AL)

B.boy, intérprete criador, artista da dança independente, formado como técnico de dança e graduado em Licenciatura em Dança pela Escola Técnica de Artes, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Natural de Maceió/União dos Palmares (AL), seu primeiro contato com a arte/dança foi no movimento hip hop e nas danças de rua, especificamente a dança breaking, em 2003. Viajou por vários estados do Brasil, participando de festivais competitivos como jurado e competidor entre os anos de 2008 e 2012 com o grupo QuilomBrothers Crew. Após o ano de 2013 desenvolveu trabalhos artísticos coreográficos, como solista e junto ao Código 8 Coletivo.
 

 

Ficha Técnica

Direção, pesquisa e dança: Jessé Batista
Figurino: Jessé Batista
Assistência de direção e iluminação: Sara Lessa
Artistas colaboradores: Valéria Nunes e Marcos Mattos
Fotografia: Edvan Ferreira, Nivaldo Vasconcelos e Felipe Sales
Designer gráfico: Luciano Peixoto e Nivaldo Vasconcelos
Produção: Sara Lessa
 

 

 

Pensamento Giratório

Entre o ser competitivo e o ser artístico
Sugiro uma conversa sobre ser competitivo e ser artístico. Como é estar inserido no universo das batalhas de breaking e, depois, em um contexto das artes cênicas. Como se relacionam essas diferentes maneiras de abordar o corpo que dança, entre o treinamento e o desenvolvimento de uma pesquisa de criação artística. Além de um relato de experiência como b.boy e interprete-criador, a ideia é refletir sobre diferentes pontos de vistas e diferentes contextos. A relação entre os artistas da dança, grupos e companhias é competitiva ou é principalmente estar junto? Ainda temos dificuldade em abrir nossos processos de criação, assim como também nas competições expomos nossa dança apenas quando há confraternização, seja numa batalha ou na apresentação de um espetáculo.

Oficinas

Técnicas corporais para exercícios técnicos de movimento

Ao longo de alguns anos pesquisando e praticando algumas danças de rua norte-americanas, Jessé Batista passou a entender todas essas técnicas e estilos como uma teia, partindo todas de um único ponto, ou de pontos semelhantes. Nessa teia, as corporeidades associadas a memórias promovem o desenvolvimento e a criação de danças, por meio de uma expansão das técnicas corporais. Busca-se experimentar exercícios técnicos, como também a improvisação nas formas de treinamento, a partir de algumas ações de deslocamento e exploração de níveis espaciais, para se chegar a uma finalidade, que é construir um corpo forte e perceptível.

Público-alvo: dançarinos, não dançarinos, atores e não atores, público em geral
Faixa etária: 14 anos
Carga horária: 8 horas

 
Corpo, movimento e técnica, pesquisa de criação em dança breaking

Residência artística que visa promover debates e experimentações sobre corpo, movimento e técnica. Como se organizam, através desses três eixos, processos de criação e argumentação em dança, tendo como base de pesquisa as técnicas das danças urbanas, especialmente o breaking. A partir da criação de movimentos no/para o corpo, estabelecendo técnicas diferenciadas em cada processo, experimentos de criações cênicas são organizados. O corpo é a pergunta e também a própria resposta para se construir uma técnica. Esse corpo é uma descoberta, em cada cena e em cada obra coreográfica. A partir do encontro daqueles três eixos, refletimos sobre o que nos move e encontramos como resposta a necessidade de criar. Em resumo: dançarinos b.boys e b.girls reúnem-se para pensar e elaborar propostas compositivas, buscando uma relação direta com uma prática cênica e um treinamento através da improvisação, sem perder o que seria a essência dessa dança/linguagem, que é o conflito. O conflito aqui não será o outro e sim o nosso próprio corpo, na tentativa de se redescobrir.

Público-alvo: b.boys e b.girls
Faixa etária: 15 anos
Carga horária: 25 horas

 

Espetáculo de Repertório

Breaker de paisagem

Este espetáculo/intervenção é uma dança que acontece no agora da paisagem urbana, na praça, na cidade caótica. Enquanto os transeuntes passam, o breaker/dançarino pausa em sequências de *freezers, construindo uma imagem no fluxo de uma nuvem que se enraíza no corpo concreto da cidade. A intervenção foi criada a partir da relação que o performer tinha com o espaço onde ele praticava essa dança, percebendo que as pessoas ficavam a observar aquela movimentação que se repetia diariamente na praça da cidade de União dos Palmares. A proposta é inverter os papéis: o dançarino é quem pausa a sua movimentação e observa a cidade.

Gênero: dança/intervenção
Classificação: livre
Duração: 35 minutos

Ficha Técnica:

Criação, pesquisa e dança: Jessé Batista
Argumentação: Jessé Batista
Colaboração: Eves Sivestre, Wemerson Ferreira e Carlos André
Fotografia: Edvan Ferreira
Figurino: Sara Lessa