Página Inicial > Sustentabilidade > Como o Sesc atua na prevenção de incêndios no Pantanal
O Pantanal, uma das maiores planícies alagáveis do planeta, vive um tempo de desafios. As mudanças climáticas, os períodos de seca mais prolongados e a alteração no regime das águas têm intensificado o risco de incêndios florestais. Nesse cenário, o Polo Socioambiental Sesc Pantanal exerce um papel essencial: proteger, educar e integrar esforços para garantir a conservação do bioma e o bem-estar das populações que vivem em seu entorno.
Com três áreas naturais que somam 117 mil hectares (a Reserva Particular do Patrimônio Natural Sesc Pantanal, o Parque Sesc Baía das Pedras e o Parque Sesc Serra Azul), o Sesc Pantanal mantém uma estrutura permanente de prevenção e resposta a incêndios, com brigadistas pantaneiros capacitados, equipamentos modernos e parcerias técnicas com órgãos como o ICMBio, o Ibama, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado.
A Brigada de Incêndio Sesc Pantanal é reconhecida pela robustez e excelência técnica. Formada anualmente em parceria com o ICMBio, a equipe passa por treinamentos teóricos e práticos sobre comportamento do fogo, segurança em campo, técnicas de combate direto e indireto, uso de equipamentos e primeiros socorros. O treinamento é realizado nas próprias áreas de atuação, permitindo que os profissionais compreendam o relevo, o clima e a vegetação locais. Durante a estiagem, os brigadistas atuam em regime de prontidão, distribuídos entre as três unidades de conservação. A operação conta com veículos 4×4, quadriciclos, barcos, caminhões-pipa, pás-carregadeiras, sopradores, motosserras e equipamentos de proteção individual. O Sesc também ampliou o período de contratação dos brigadistas temporários e reforçou a equipe com profissionais especializados em georreferenciamento e operação de máquinas.
A prevenção é tão importante quanto o combate. Por isso, o Sesc Pantanal investe em sistemas de monitoramento por câmeras de alta resolução e inteligência artificial, que operam 24 horas por dia, identificando os primeiros sinais de fumaça e acionando as brigadas em tempo real. Alimentadas por energia solar e conectadas via rede de transmissão adaptada às condições do bioma, as câmeras analisam imagens pixel a pixel, reconhecendo padrões de cor e movimento associados à fumaça ou ao calor.
O sistema cruza as informações com dados meteorológicos e históricos de incêndios, permitindo a triangulação dos pontos de calor e reduzindo o tempo de resposta. Além desta tecnologia, a Brigada Sesc Pantanal também utiliza plataformas FIRMS, da NASA, e BDQueimadas, do INPE, garantindo o monitoramento constante e a construção de um banco de dados que orienta as ações preventivas. Essas estratégias têm dado resultados concretos: segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o estado de Mato Grosso registrou, em agosto de 2025, 2.322 focos de calor — o menor número da série histórica e uma redução de 75% em relação à média dos últimos 27 anos.
O Sesc Pantanal baseia suas ações no Manejo Integrado do Fogo (MIF), que une ciência, manejo técnico e o conhecimento tradicional pantaneiro para reduzir riscos e impactos ambientais. Dentro da RPPN Sesc Pantanal, essas estratégias são sistematizadas no Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) da RPPN Sesc Pantanal, desenvolvido em parceria com o Prevfogo/Ibama, a Sema-MT e instituições de pesquisa. A água também é parte desse manejo: a reserva conta com 41 tanques mapeados e dois poços tubulares profundos, que abastecem as operações de combate e ajudam a manter a fauna durante a seca, com uso controlado para garantir a sustentabilidade do aquífero.
A conservação é um esforço coletivo. O Sesc mantém parcerias com comunidades tradicionais, povos indígenas e proprietários rurais, promovendo aceiros, combate conjunto e formação de brigadistas locais. Essa relação gera renda, valoriza o saber pantaneiro e acelera o alerta a focos de incêndio. Essas ações se estendem, também, na área da educação ambiental, com palestras, rodas de conversa e oficinas que formam multiplicadores do cuidado com o bioma, e à articulação institucional, com participação em comitês e salas de situação do governo de Mato Grosso, fortalecendo decisões conjuntas.
Mesmo com a redução dos incêndios em 2025, o desafio permanece. O Sesc Pantanal segue ampliando sua capacidade de resposta e investindo em tecnologia, ciência e cooperação. Há quase três décadas, o trabalho do Polo Socioambiental Sesc Pantanal mostra que cuidar da natureza é cuidar da vida: um compromisso que une pessoas, comunidades e o futuro desse ecossistema.
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